Sobre o Dia da Mulher

Já ouvi mulheres sendo chamadas de vagabundas por fazerem sexo no primeiro encontro. Ou por terem múltiplos parceiros. Ou por fazerem sexo pelo simples ato. E se fosse um homem?

Já ouvi dizerem que é nojento uma mulher madura ter um relacionamento com uma pessoa (bem) mais jovem. E se fosse um homem?

Já ouvi mulheres em cargo de chefia serem chamadas de ‘mal comidas’ ao tomarem atitudes duras. E se fosse um homem?

Já vi mulheres que escolheram não ter filhos serem julgadas por sua decisão. E se fosse um homem?

Já ouvi dizerem que mulheres bem-sucedidas alcançaram o sucesso em troca de favores sexuais. E se fosse um homem?

O pior de tudo é que ouvi todas essas coisas de outras mulheres… Neste dia oito de março, vamos lembrar que somos parte essencial desta luta.

Feliz Dia da Mulher.

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Pedale pra ser feliz!

Eu sempre digo que o primeiro passo para praticar uma atividade física com regularidade é escolher uma atividade que você goste e te motive a continuar. Motivação não faltou para Nicolau Trevisan, que pedalava 12km para ver a primeira namorada! E adivinha? Esta paixão fez surgir uma outra paixão: o amor pela bike. Nicolau é um dos 10 brasileiros a completar o Desafio Everesting HELLS500, onde o ciclista sobe o equivalente ao Everest!!!

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Essa conquista foi resultado de muito treino e dedicação. Com a bike, Nicolau passou a cuidar melhor da saúde, superou desafios, conheceu novos lugares e fez novos amigos. Gosta de pedalar? Já pensou em adotar a bicicleta como sua atividade física? Então confira a entrevista que eu fiz com o Nicolau, onde ele conta um pouco da sua trajetória sobre os pedais. Quem sabe você se anima?

  1. Há quanto tempo pedala? Quando você começou a pedalar, com que idade?

Minha primeira lembrança do termo ‘bicicleta’ é de um triciclo, quando eu tinha uns 4 anos. Devido às condições da minha família, fui ter minha primeira bicicleta com 12 anos. Era uma Caloi Cruizer Branca, me lembro bem disso. Como qualquer criança, o objetivo era me divertir ao máximo e, muitas vezes, o máximo significava a quebra da bicicleta (rsrs).

Depois disso, a bicicleta voltou à minha vida quando comecei a namorar. Usava como meio de transporte: pedalava 12 km para ver minha amada. Quando casei, mudei de cidade e utilizava ônibus para trabalhar. Então, resolvi comprar uma MTB, único modelo disponível na época, que depois eu mesmo transformei numa road.

Fiquei muito tempo afastado da bicicleta. De volta a Divinolândia, encontrei alguns amigos e retornamos aos pedais. Nessa época, conheci o aplicativo STRAVA e com ele observei que havia um pessoal que pedalava longas distâncias – minha primeira referência foi Renata Mesquita (hoje Embaixadora Specialized).

Em 2014, fiz meu primeiro Brevet com 200km e daí em diante nunca mais larguei a “magrela”.

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  1. Como você começou a pedalar? Alguém te incentivou?

Comecei a pedalar no MTB, mas minha paixão é a estrada, seja ela de que tamanho for. Minha incentivadora nessas “loucuras” foi minha esposa, que sempre me apoiou. No esporte, um grande amigo chamado Richard P. Dunner é um de meus mentores. Outro incentivador foi Claúdio Clarindo que dizia: “precisamos insistir, persistir, nunca desistir”.

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  1. Qual a sua rotina de treinos atual? Quantos dias/horas por semana você pedala?

Devido às provas longas, minha rotina é bem pesada: pedalo em média 5 a 6 dias por semana, algumas semanas inteiras outras dia sim dia não.

  1. O que a bike representa para a sua vida? Mudou alguma coisa na sua vida?

A bike pra mim representa paz de espírito, liberdade, superação, alegria entre muitas (acho que poderia escrever um tópico só disso rsrs).

Tudo mudou na minha vida: a bicicleta me levou a sair do sedentarismo, me levou a consultar um cardiologista para saber como eu estava e onde poderia chegar, me levou a uma nutricionista que me reensinou a comer, me levou a um treinador, pois dificilmente se chega a bons resultados treinando “achismos”…

A bike me levou a lugares que nunca um pacato cidadão de Divinolândia sonharia em chegar!

Em 2015, depois de pedalar provas de 200, 300, 400 e 600kms, surgiu a oportunidade de participar da Paris Brest Paris, a maior prova de ciclismo amador do mundo, com mais de 6000 atletas, com a missão de pedalar 1230kms entre Paris e Brest (Litoral da França).

Continuando como Randonneur, ainda completei a SR600 com 10.000m de elevação, 3 vezes o Brevet das Bandeiras com 1000kms, me tornei uns dos 30 brasileiros a ter o título de Randonneur 5000 e agora estou me preparando para completar o título de Randonneurs 10.000 (menos de 10 brasileiros alcançaram tal marca).

  1. Você é um dos 10 brasileiros a completar o Desafio Everesting HELLS500. Que desafio é esse? Como é? Quais as maiores dificuldades?

Este é um desafio somente para “loucos” (rsrs). A Hells500 propõe esse título para o ciclista que decide se desafiar a subir os 8848 metros do Everest. Para tanto, escolhemos a subida, jogamos a elevação numa calculadora do próprio desafio e, como resultado, ela dá quantas vezes temos que subir e descer, subir e descer… No meu caso subi 68 vezes o mesmo trajeto! Se isso já a desgastante para o físico, imagina para mente! Comecei por volta das 5h e terminei por volta das 23h. A dor depois das primeiras 5 horas é constante. Depois, o sol judiou bastante, mas estava focado, já havia feito uma tentativa com MTB na qual devido a fortes chuvas tive de desistir. Assim me propus a pedalar, a estratégia é não pensar no todo, mas sim em concentrar para completar cada subida.

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  1. Próximos desafios?

Meu próximo desafio é chegar ao Título de Randonneur 10.000. Para isso, preciso completar uma prova de mais de 1200kms. Vou ter essa chance aqui no Brasil: pretendo pedalar o LRM 1300 de Mogi das Cruzes.

  1. Algum conselho ou recomendação para quem quer começar a pedalar?

Conselhos… O primeiro passo é definir um objetivo: “quero pedalar por que?” Por diversão, para perder peso, para melhorar a qualidade de vida, para passear, ou para competir?

O ato de pedalar, na minha opinião, precisa dar prazer e este prazer fará com que você alcance seus objetivos.

E alerta: Cuidado com os aplicativos de celular! O Strava é uma ótima ferramenta para acompanhamento de treinos, mas pode virar um vilão quando o atleta acha que, por bater o tempo de um amigo (bater um KOM king of mountain), já se acha um atleta de elite, o que pode ser muito frustrante, pois em provas oficiais, encontrará com certeza muitos que não bateram necessariamente seus KOMs, mas estão fisicamente e tecnicamente muito mais preparados.

Por fim, o conselho é: Pedale para ser feliz!

E se der medo??? Vai com medo mesmo!!!

Você já deixou de fazer alguma coisa por medo? Eu já, confesso. Várias inclusive. Algumas não fiz por medos que fui criando com o passar do tempo, com experiências minhas e de pessoas à minha volta, que foram criando certos ‘traumas’ que me faziam recuar toda vez  que me aproximava de uma situação semelhante.

Temos que aprender a identificar esses medos e criar a consciência de que o perigo maior está na nossa cabeça e não no fato em si. Devemos criar novos significados e ‘reprogramar’ as emoções relacionadas ao determinado evento. Não estou dizendo que é fácil, pois não é mesmo. A boa notícia é que: é possível! E nós temos o poder de fazer esta mudança! 🙂

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No pole preciso superar medos a cada aula

Tem outro tipo de medo que é um medo covarde. Covarde porque ele não tem relação com os ‘nossos medos’ e sim com os paradigmas e percepções dos outros. Oi? Isso mesmo. Uma coisa é ter medo por um medo nosso, outra é ter medo por medo dos outros. Vamos combinar, cada um com suas noias, né? E a ideia aqui é justamente se livrar delas (ou ao menos mantê-las sob controle rsrs).

Pois é justamente este ‘medo covarde’ que muita vezes nos impede de fazer alguma coisa que queremos fazer mas não fazemos porque temos medo do que os outros vão pensar ou medo do que pode acontecer (ou não acontecer) ou ou ou… Agora mesmo, por exemplo, estou com medo de postar este texto e começar de fato o blog. Medo do que vão achar, medo das críticas, medo de não estar bom o suficiente… Mas vou com medo mesmo!

O medo é ótimo quando serve de advertência para não entrarmos literalmente de cabeça num rio desconhecido ou como desafio para superarmos obstáculos. Mas quando deixamos o medo ser maior do que deve, o medo paralisa. E aí, sabe o que acontece? Nada. Exatamente isso: NADA. E sabe o que é pior do que fazer alguma coisa e dar errado? É não fazer nada.

E você, já deixou de fazer alguma coisa por medo?